sábado, 24 de maio de 2014

Estes teus olhos, tão meus
Andam por aí sem mim
Fazem questão de sair e me deixam aqui
E é sempre a mesma coisa
Eles saem e quem vaga sou eu
Vago pelas esquinas espreitando esses olhos
Por onde eles andam
Por onde eles param
Mas eu vago sem ao menos sair pela porta
Nem sequer chego a pensar em sair
Fico aqui
Sou eu quem sempre fica
E seus olhos vão
Não são mais tão meus assim
Não querem me ver
Eu olho para eles quando eles chegam
E eles ainda estão por aí
Talvez eu ainda saia em busca desses olhos
Hoje tão seus
Talvez eles voltem
Talvez eu volte
Talvez não
Talvez eu não os encontre mais
mas
Talvez outros olhos me encontrem
E por lá eu me perca
Sei não
Talvez...

06/11/2011, Domingo à tarde. Só.

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