segunda-feira, 6 de agosto de 2012

À beira do abismo.

Uma força. Um magnetismo. Um impulso.
Um querer maior que o não poder me leva de volta para a beira do abismo, onde o perigo espreita...
Basta um passo. Um vacilo. Um cochilo. Uma tontura.
Basta uma distração, e pronto. Lá se vai todo o esforço, toda vigilância.
Quisera poder arriscar um movimento brusco sem o risco da queda livre!
Queria poder correr, pular, subir e descer, sem o perigo de me machucar novamente!
Mas a queda é certa, então nem vou tentar.
Não posso olhar para os lados, não devo dar atenção a quem me chama, nem a quem sussurra em meu ouvido.
Preciso manter o foco, concentrar-me e não esquecer do risco que estou correndo enquanto estiver aqui, à beira do abismo.

Lua Rocha, 31/03/2012, às 23:30 ("O perigo descansa às portas".)

Nenhum comentário:

Postar um comentário