Como é que pode uma pessoa ter tanto a dizer e ao mesmo tempo ficar sem palavras?
Como pode alguém querer gritar e no momento de maior angústia ficar sem voz?
Não é possível que seja medo. Ou será que é?
Se for medo, é medo de quê?
E se não for, então o que será?
Por que não gritar?
Por que não dizer?
Por que não fazer?
De que são feitas essas correntes? De que é feita essa prisão?
Quem é o teu carcereiro?
Quem te mantém atado a essas cordas que ferem teus pulsos?
"Liberdade, ainda que tardia."
Já é tarde, mas não é tarde demais.
Morte aos que aprisionam!
Desate os objetos que te prendem!
Feridos sejam os teus algozes!
Seja livre! Grite, cante, chore...
Que se veja liberdade em ti!
Lua Rocha - 23/04/2012 (às 16h, na lancha...)
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